domingo, 15 de maio de 2011

QUANDO A VIOLÊNCIA SUBSTITUI A RAZÃO E O DIREITO

Centenas de palestinos marcham em Ramala para celebram o Dia da Nakba, no qual lembram o exílio e a usurpação palestina com a criação, em 1948, do Estado de Israel. Os manifestantes reivindicavam o direito de retorno dos milhões de refugiados palestinos a seus lugares de origem, reconhecido pelo direito internacional.

EUTANÁSIA: UM TEMA POLÊMICO QUE MERECE SER DISCUTIDO

EM REFERENDO, SUIÇA REJEITA LIMITAR "TURISMO DA EUTANÁSIA"



DA BBC BRASIL

Os eleitores de Zurique, na Suíça, rejeitaram propostas para limitar a prática do suicídio assistido na cidade, segundo as projeções das contagens de votos do referendo sobre o tema realizado neste domingo. As projeções indicam que apenas 14% dos eleitores votaram a favor da primeira proposta, que proibiria totalmente a prática do suicídio assistido, ou eutanásia. A segunda proposta, que pretendia proibir estrangeiros de aproveitar as leis locais para praticar o que ficou conhecido como "turismo do suicídio", obteve o apoio de apenas cerca de 20% dos eleitores. O suicídio assistido, prática em que uma pessoa portadora de doença terminal ou deficiência grave recebe auxílio para pôr fim à vida, é legal na Suíça há décadas. Nos últimos anos, Zurique vinha ganhando atenção pelo trabalho de organizações não governamentais que praticavam o suicídio assistido. Muitos dos "clientes" das organizações eram estrangeiros, principalmente da Alemanha e do Reino Unido, países nos quais a prática é proibida.

Dica de filme sobre esse tema: MAR ADENTRO

GENTE DIFERENCIADA

Coisa absurda o que estamos presenciando, com a negativa das pessoas que vivem na região de Higienópolis quanto a uma futura estação do metrô naquela região. Uma pena que ainda existam pessoas acreditando que podem viver em uma redoma de vidro que os mantenha afastado das demais. Absurdo que alguns se julguem melhores do que outros.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

UMA MORTE ANUNCIADA - "OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE"



Os americanos atuam pelo mundo como se fossem os únicos donos da verdade, sem respeitar a autonomia dos outros Estados (soberania nacional), movidos pelo ódio e pelo desejo de vingança. Qualquer pessoa, por pior que tenha sido, possui o direito de ser julgada pelos crimes que cometeu e só então, se for o caso, ser condenada por tais crimes. Ninguém, nem mesmo o Estado, possui o poder de condenar alguém sumariamente à morte. O desrespeito aos direitos das pessoas não é uma novidade em se tratando dos EUA. Basta que pensemos na prisão ilegal de Guantânamo e nas atrocidades que ali foram e seguem sendo cometidas. Lamento pelas vitimas dos atentados orquestrados por Osama Bin Laden, mas continuo acreditando que a via da legalidade é sempre mais apropriada do que a via da força bruta que desrespeita toda lógica.

sábado, 30 de abril de 2011

UMA JUSTA HOMENAGEM

Vejam que homenagem fantástica: http://www.joaopauloii.va/pt/

DOIS AMIGOS QUE SE ENCONTRARÃO NOS ALTARES

Amanhã é a beatificação do Papa João Paulo II. Mais um para interceder por nós.



A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM

Refiliação foi aprovada pelo diretório nacional petista com 60 votos a favor, 15 contrários, e duas abstenções.

Com 60 votos a favor e 15 contrários, o diretório nacional do PT aprovou a refiliação do ex-tesoureiro Delúbio Soares ao partido, quase seis anos após a sua expulsão por gestão temerária. Delúbio foi o pivô do escândalo do mensalão.


Por essas e outras que a cada dia que passa me desiludo mais com a politica. Nota zero para a memória histórica e para os que pensam que o povo brasileiro, na sua totalidade, "vive em um estado de vegetação mental e política". Só uma coisa: será que algum meio de comunicação consegue os nomes dos que votaram a favor? Está lançado o desafio.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

SEMANA SANTA

Desejo a todos os meus amigos e conhecidos uma Semana Santa repleta de encontro com o mistério do Amor de Deus manifestado pela morte e Ressurreição de Jesus.

terça-feira, 19 de abril de 2011

ATÉ QUANDO CONVIVEREMOS COM A VIOLÊNCIA?

Mais uma vez os jornais noticiam operações militares em comunidades carentes do Rio de Janeiro (Rocinha). Como fazer a distinção entre o bandido e o mocinho? Em uma sociedade na qual o policial as vezes é miliciano, fica difícil responder a esta pergunta. Fico pensando nos traumas que as crianças destes lugares devem carregar para toda a vida convivendo com cenas tão chocantes, como as que são ornamentadas à base de pistolas e canhões. Foi-se o dia em que as flores dominavam o nosso imaginário, exalando o suave perfume da inocência que se perdeu, talvez, para sempre.


MAIS UMA PROVA DO ABSURDO HUMANO

Que alguns se achem no direito de discutir a procedência de alguém, tudo bem, mesmo que este alguém, no caso, seja o presidente da "ainda" grande potência mundial chamada de USA. Agora, ver comentários lamentáveis de alguém que exerce algum cargo público (mesmo que não fosse, seria lamentável da mesma maneira), é, no mínimo, vergonhoso. E se esses comentários estão acompanhados de uma imagem que denigre a imagem de alguém, pior ainda. Tirem as sua próprias conclusões:


Autora: Marylin Davenport, uma dirigente republicana da Carolina do Sul e participante do movimento político conhecido pelo nome de "Tea Party".

sábado, 9 de abril de 2011

A MONARQUIA DE ISRAEL

A MONARQUIA EM ISRAEL

• A esperança do povo referente à monarquia aparece retratada em um cântico tardio que foi inserido no principio do primeiro livro de Samuel (1Sm 1, 1-10).

• Encontramos uma descrição dos fatores que contribuíram para a ruína do sistema tribal – corrupção e injustiças (1Sm 2, 11-36).

• Outro problema era a ausência de grandes líderes. Surge então a figura de Samuel: o último dos juízes e o primeiro dos grandes profetas (1Sm 3, 1-21).

• O perigo filisteu era cada vez maior. Eles dominavam a arte do trabalho com o ferro e construíam armas eficazes. Ocorre um fato terrível: a Arca da Aliança cai nas mãos do inimigo. Este roubo é mais um elemento que comprova a decadência do sistema tribal e a sua incapacidade para conter o avanço dos inimigos (1Sm 4, 2-11).

• Segundo as informações que encontramos registradas nos textos bíblicos referentes a este período, o tempo em que a Arca esteve em poder dos filisteus foi marcado por uma série de dificuldades inusitadas e inexplicáveis (castigos) pelos quais eles tiveram que passar. Logo eles chegaram à conclusão de que seria melhor devolver a Arca para os seus legítimos proprietários (as tribos judaicas). Desde uma leitura religiosa dos acontecimentos históricos, os judeus atribuem essa vitória à ação de Deus sobre os inimigos. Os filisteus desejam incorporar Javé ao conjunto de deuses que eles já adoravam. Eles devolveram a Arca e acabaram pagando caro pelo roubo, enviando como “pedido de desculpas” uma quantidade considerável de ouro (1Sm 5, 1-12; 6, 1-18).

• Samuel, depois da devolução da Arca, lutará para combater a presença de outros deuses e a prática da adoração a eles nos territórios tribais. Na Assembleia de Masfa, ele vai pedir o perdão de Deus. Os filisteus irão aproveitar esta ocasião para atacar os israelitas. Mais uma vez Deus se coloca do lado do seu povo e os filisteus sofrem mais uma derrota; desta vez definitiva, visto que eles não voltarão a atacar os judeus (1Sm 7, 1-15).

• Com estas ações de liderança, Samuel passa a exercer a função de juiz sobre todas as tribos (1Sm 7, 15).

• Na sua velhice, Samuel vai colocar dois dos seus filhos para exerceram a função de juízes sobre as tribos. Infelizmente os dois não seguirão o bom exemplo do pai, e irão acabar sendo maus governantes (1Sm 8, 1-3). Esta será a gota d’água que fará com que o povo, através da representação exercida pelos anciãos, peça a Samuel para que ele escolha um rei para governá-los. Os judeus se enganavam, ao pensar que a presença de um rei seria a solução para os seus problemas. Na verdade, a mudança de conduta é sempre uma aposta individual (1Sm 8, 4-5).

• Para Samuel, este pedido poderia vir a representar um abandono da noção de “teocracia” que sempre marcou a organização do povo (1Sm 8, 6-9). Entre os israelitas, fosse qual fosse o sistema de governo, sempre existiu uma certeza: na verdade, quem os governa é Deus, sendo representado pelos líderes legitimamente escolhidos.

• Em um último esforço para tirar essa ideia da cabeça dos israelitas, Samuel faz uma descrição detalhada das implicações que a aposta pela monarquia irá causar para eles (1Sm 8, 10-18). Mesmo assim, o povo não se dá por convencido e continua insistindo para que a monarquia seja instaurada (1Sm 8, 19-22). O povo, ao pretender ser “igual” aos outros povos monárquicos, acaba se perdendo. É a ausência de um reconhecimento para com as ações de Deus em favor deles.

• Existe outra versão da instituição da monarquia em Israel que apresenta uma visão positiva desse fato. Para o autor desta segunda versão, a instituição da monarquia é uma benção para o povo. Ela é a realização da vontade de Deus (1Sm 9, 1-27; 10, 1-9).

• A monarquia foi um fenômeno histórico e cume de uma trajetória religiosa.

• O rei, em Israel, protege os interesses do povo e representa, diante dele, ao próprio Deus.

• Grandes impérios estavam enfraquecidos nesse período (Egito lutando para defender seus domínios de invasões estrangeiras e Síria iniciando um período de declínio do seu império).

• Isso permite que povos menores sonhem em se tornar grandes, organizando-se politicamente.

1. O REI SAUL

• Seu reinado inicia por volta do ano 1030 – 1010 a. C.

• Intermediada por Samuel, a escolha do novo rei ocorre “por sorteio”: uma prática comum naquela época (1Sm 10, 17-26).

• Saul não será uma unanimidade. Ele, no princípio, se mantém calado frente às criticas (1Sm 10, 27). Contudo, diante das ameaças estrangeiras e agindo pela ação de Deus nele, Saul irá assumir outra postura, muito mais agressiva e consciente. Isso fará com que o povo passe a vê-lo como sendo um bom líder, que deve ser escutado e seguido (1Sm 11, 1-15).

• Samuel continua insistindo para que o povo não acabe caindo no erro de abandonar o seu Deus. Caso isso ocorra, a monarquia recém instituída poderá perder a sua legitimidade (1Sm 12, 8-25).

• Os problemas começam quando o rei deseja absorver para si funções que não pertencem a ele, relacionadas, por exemplo, com as questões religiosas. O desejo de poder sempre acaba fazendo com que as pessoas se percam pelo caminho. Para Samuel, esta será a causa da ruína do reinado de Saul (1Sm 13, 5-14). Esta ruptura entre Samuel e Saul também contribuirá para o enfraquecimento do reinado.

• Embora tenha se equivocado, colocando em jogo o seu governo, é inegável que Saul contribuiu para a consolidação do povo judeu (1Sm 14, 47).

• Pelas suas ações, Saul foi perdendo pouco-a-pouco a sua legitimidade como representante da vontade de Deus (1Sm 15, 10-11a).

• Embora se esforçasse para oferecer sacrifícios para Deus, Samuel diz para Saul que eles não tem sentido enquanto ele seguir praticando a idolatria, pecados e buscando “feitiçarias”. Por tudo isso, Saul acabou perdendo o seu poder (1Sm 15, 19-23).

• Saul não aceitará bem o surgimento de um novo líder: Davi (1Sm 18, 28-30; 19, 8-11).

• Nesta disputa, a força do profeta Samuel se manifesta e ele acaba defendendo Davi (1Sm 19, 18-24).

• Davi poupa a vida de Saul e assim termina a perseguição e as disputas entre eles (1Sm 26, 21-25).

• O rei Saul é alertado sobre a proximidade do fim do seu reinado. Trata-se de um relato com elementos provenientes das tradições religiosas de outros povos do entorno geográfico (1Sm 28, 3-20).

• Morte de Saul (1Sm 31, 1-7).

2. O REI DAVI

• Seu reinado inicia por volta do ano 1010 – 970 a.C.

• Reinou aproximadamente por 40 anos (2Sm 5, 4).

• Israel chega ao seu esplendor como povo (embora existam sombras).

• Ungido secretamente por Samuel (1Sm 16, 13), foi, com o passar do tempo, proclamado rei de todo o país (2Sm 2, 4).

• Ainda durante o reinado de Saul, os que estavam descontentes com os rumos tomados pelo governante, começaram a ver Davi como sendo uma alternativa de transformação no poder (1Sm 22, 1-4).

• O exercício pleno do reinado somente iniciou em Hebron (2Sm 5, 1-5).

• Isbaal, filho de Saul, reina em determinadas regiões, enquanto Davi exerce o comando sobre a “casa de Judá” (2Sm 2, 8-11).

• Logo começam as lutas pelo controle de todas as regiões (2Sm 2, 17; 3, 1).

• Através de batalhas com povos estrangeiros, Davi consegue conquistar mais territórios, unificando definitivamente o país (2Sm 5, 17-25; 1Cro 14, 16).

• Tinha uma corte, várias mulheres e muitos filhos (2Sm 3, 2-5; 5, 13-16).

• Existiam problemas: filhos de Saul, fim do matrimonio com uma das filhas do antigo monarca (2Sm 6, 20-23) e reclamações sobre a suposta falta de justiça do rei (2Sm 15, 2-6).

• O assassinato entre irmãos (violência fratricida) e o golpe de estado (2Sm 13, 23-37; 15, 10-12).

• O fim de Absalão (2Sm 18, 9-17).

• Davi era um homem profundamente religioso (2Sm 7, 1-3).

• O sonho de um Templo para Deus é interrompido (2Sm 24, 1a. 11-15).

• Também existe uma parcela do povo contrária à idéia de um Templo para Deus, por considerar que essa era uma prática estrangeira (eles acreditam que a Arca deve seguir sendo conservada como era nos tempos nômades (2Sm 7, 1-7).

• Davi também foi profundamente humano, sujeito aos desejos e aos equívocos como qualquer pessoa (2Sm 11, 2-16).

3. O REI SALOMÃO

• Com a velhice de Davi começam as disputas pelo poder, entre os que consideram Adonias como sendo o sucessor legítimo e os que consideram Salomão (1Rs 1, 1-10).

• Através de uma manobra política os partidários de Salomão conseguem fazer com que Davi o reconheça como sendo o seu legitimo sucessor (1Rs 1, 11-53).

• A primeira decisão de Salomão como rei foi a de eliminar Adonias, o seu oponente imediato ao trono (1Rs 2, 12-25).

• Infelizmente, Salomão caiu no erro de se casar com mulheres estrangeiras, o que causará problemas na sua relação com Deus (1Rs 3, 1-3).

• Salomão destacou-se pela sua sabedoria (1Rs 3, 16-28; 10, 23-25).

• Estabeleceu alianças com outros povos (1Rs 3, 1; 11, 1-3).

• Salomão institui um sistema de governo eficiente, que elimina definitivamente qualquer resquício do sistema organizacional tribal (1Rs 4, 7-20).

• Controlava a região de passagem das caravanas que iam da Arábia à Síria e ao Egito (toda a região que iniciava no rio Eufrates e ia até o Mar Mediterrâneo - 1Rs 5, 4).

• Teve adversários estrangeiros (1Rs 11, 23-25).

• Apoiado pelo rei de Tiro (povo comerciante e experiente em navegações), Hiram I, construiu uma frota naval (1Rs 9, 26-28).

• Estabeleceu relações comerciais com povos da Arábia (1Rs 10, 1-13).

• Foi um reino marcado pela execução de grandes obras realizadas à custa do trabalho escravo dos prisioneiros e pelo trabalho prestado por grande parte da população israelita. Salomão também conseguiu instituir um exército permanente bem organizado e fortemente armado (1Rs 9, 10-20; 10, 26).

• Dentre as construções, a mais famosa, sem dúvida, foi a do Templo – aproximadamente 960 a. C. (1Rs 6, 1).

• A má influência das mulheres estrangeiras sobre o coração do rei fez, unida á prática de injustiças irá provocar um descontentamento generalizado. Com o tempo, Salomão começará a perder a sua legitimidade como governante representante da vontade de Deus (1Rs 11, 4-8).

OS JÚÍZES DE ISRAEL

OS JUÍZES DE ISRAEL

Ao pensarmos no significado atual da palavra juiz, podemos perceber que ela está intimamente ligada ao poder de decidir. Na Bíblia, o sentido da palavra não está necessariamente ligado a essas ações judiciais.

Ao estudarmos esse período da historia do povo judeu, nós conseguimos ver que alguns desses juízes aparecem com mais força nos textos do que outros. Também percebemos que entre eles encontramos homens e mulheres. Posteriormente, foi feita uma divisão entre aqueles que são citados com mais detalhes na Bíblia e aqueles outros cujas informações sobre as suas ações não possuem tantos detalhes.

Os mais citados acabaram sendo chamados de “juízes maiores” e os menos citados de “juízes menores”.

a) Juízes maiores: Otoniel, Aod, Débora, Barac, Gedeão, Jefté, Sansão e Samuel.

b) Juízes menores: Samgar, Tola, Jair, Abesã, Elon e Abdon.

Os juízes maiores iniciaram as suas ações em favor do povo depois de terem sido “convocados” por Deus para essa missão (Jz 2, 16; 3, 31; 6, 14). Eles eram líderes políticos, militares e religiosos. Não existia uma sucessão hereditária. Tratava-se de uma ação “carismática”. Para as tribos nas quais eles viveram, esses juízes eram vistos como sendo “salvadores do povo” (Jz 3, 9; 9, 17).

Os juízes menores exerceram funções parecidas, embora não tenham alcançado a mesma projeção. Esses juízes lutavam para proteger a fé do povo das influências dos cultos cananeus (Jz 6, 25-32).

Em um “cântico” atribuído à juíza Débora, nós podemos encontrar um relato dos fatores que contribuíram para a união dessas tribos: o vínculo a uma fé comum e a necessidade de uma organização com vistas à defesa dos territórios nos momentos de ataque inimigo.

Nós já vimos também que no período da formação do povo e da liderança dos juízes em Israel, havia em Canaã muitas cidades-estado, com aldeias que surgiam ao redor desses pequenos reinos. No Egito, o faraó exercia um tipo de governo parecido com o exercido nessas cidades, marcado pala arrecadação de tributos (impostos).

As leis que determinavam o que era ou não justo estavam ao serviço dos pequenos grupos que comandavam o governo.

Por outro lado, o sistema de governo que era aplicado nas tribos possuía uma característica mais coletiva. Os impostos e as taxas cobradas eram usados para favorecer a todos e não a uma pequena parte da população privilegiada. A diferença entre esse estilo de organização e o sistema de governo das cidades-estado e do Império egípcio provocava constantes enfrentamentos.

Segue abaixo outra tabela contendo as principais diferenças entre esses dois modelos de governo:

SISTEMA DOS FARAÓS E DAS CIDADES-ESTADO CANANÉIAS:

SOCIEDADE A sociedade era dividida em classes. No topo da pirâmide estava o faraó, o rei e os proprietários de terras. Depois vinham os altos funcionários, os membros do exército, os sacerdotes e na base da pirâmide encontravam-se os camponeses (Js 11-12). A sociedade não era dividida em classes. A base dessa sociedade eram as famílias patriarcais (Nm 1-2; Dt 17, 4-20). Baseava-se na organização das famílias em clãs e dos clãs em tribos. Todos possuíam os mesmos direitos e tinham os mesmos deveres.

TRABALHO O faraó e os reis exigiam do povo o trabalho forçado e a entrega de parte das colheitas. O povo era obrigado a pagar impostos, trabalhar para os proprietários de terras. O trabalho era livre. Não podiam se apropriar definitivamente da terra. Havia a lei do ano sabático e do ano jubilar, nos quais eles se livravam das suas dívidas.

GOVERNO A forma de governo era centralizada no faraó e no rei. Eles tinham poder absoluto. Consideravam-se donos de tudo. Ao serviço do faraó e dos reis havia um exército estável, que cobrava os impostos e reprimia as rebeliões. A forma de governo era descentralizada. Havia os chefes de famílias que formavam os clãs. As decisões que envolviam a todos eram tomadas nas assembléias. Não havia um exército permanente. Quando era necessário, os homens se uniam voluntariamente sobre a liderança de um juiz para defender os territórios.

LEIS As leis eram ditadas pelo faraó e pelos reis. Visavam seus próprios interesses. As leis na vida tribal protegiam a todos. Defendiam a liberdade e a igualdade. Os mandamentos eram as leis que regiam a vida das tribos.

RELIGIÃO Acreditava-se em vários deuses (ídolos), os quais protegiam os faraós e os reis e as suas famílias. Comunicavam a eles a sua vontade. Queriam que a sociedade permanecesse sem sofrer modificações. Acreditava-se em um único Deus (fé monoteísta). Ele não servia para justificar um sistema injusto. Protegia o povo como um Pai protege os seus filhos e os libertava de todas as formas de escravidão.

SISTEMA DAS TRIBOS:

SOCIEDADE: A sociedade não era dividida em classes. A base dessa sociedade eram as famílias patriarcais (Nm 1-2; Dt 17, 4-20). Baseava-se na organização das famílias em clãs e dos clãs em tribos. Todos possuíam os mesmos direitos e tinham os mesmos deveres.

TRABALHO: O trabalho era livre. Não podiam se apropriar definitivamente da terra. Havia a lei do ano sabático e do ano jubilar, nos quais eles se livravam das suas dívidas.

GOVERNO: A forma de governo era descentralizada. Havia os chefes de famílias que formavam os clãs. As decisões que envolviam a todos eram tomadas nas assembléias. Não havia um exército permanente. Quando era necessário, os homens se uniam voluntariamente sobre a liderança de um juiz para defender os territórios.

LEIS: As leis na vida tribal protegiam a todos. Defendiam a liberdade e a igualdade. Os mandamentos eram as leis que regiam a vida das tribos.

RELIGIÃO: Acreditava-se em um único Deus (fé monoteísta). Ele não servia para justificar um sistema injusto. Protegia o povo como um Pai protege os seus filhos e os libertava de todas as formas de escravidão.

AS DOZE TRIBOS

AS DOZE TRIBOS DE ISRAEL

O período tribal foi marcado pela presença dos quatro grupos que nós já vimos nos temas anteriores: o grupo dos pastores descendentes dos patriarcas (Abraão, Isaac, Jacó, etc.); o grupo dos camponeses oprimidos pelo sistema injusto das cidades estado de Canaã; o grupo que fugiu da escravidão do Egito, liderados por Moisés e o grupo dos beduínos de Seir.

Embora a união desses grupos tenha sido um marco na história da constituição do povo judeu, eles somente alcançaram o status de povo organizado muito tempo depois, com a instituição do regime monárquico. Até esse momento, não passavam de tribos e clãs unidos em torno de uma fé comum, mas com uma estrutura organizacional individual.

Já vimos também que o regime organizacional principal dessas tribos era o sistema patriarcal, no qual um patriarca exercia o controle sobre os seus filhos, mulheres, servos, etc. Ele era o juiz e o líder religioso do grupo ao qual ele controlava.

O governo tribal era um regime de governo descentralizado e democrático. Por isso essas tribos foram consideradas como sendo uma ameaça aos reis de Canaã e ao Império Egípcio.

Podemos encontrar exemplos desse tipo de resistência à opressão nos aldeamentos indígenas e nos quilombos dos negros que escapavam da escravidão. Tanto em um caso, como no outro, embora não estejam isentos de controvérsias, ambos os modelos se chocou com a estrutura oficial, fazendo com que eles acabassem sendo perseguidos e destruídos por serem considerados como sendo focos de resistência que impedia o enriquecimento dos grandes proprietários de terra.

Canaã, no século XIII a.C. era povoada por diversos povos muito antes da chegada dos grupos que depois, ao unirem-se, dariam origem ao povo judeu. A Bíblia nos fala dos heteus, gergeseus, amorreus, cananeus, ferezeus, heveus e jebuseus (Dt 7, 1; Ex 3, 8.17).

Esse foi um período marcado pela perda de poder dos egípcios e pelo surgimento de uma nova força militar na região: os filisteus, que viviam no sul de Canaã. Podemos recorrer mais uma vez às informações na “Estela de Merneptá” para constatarmos que entre os anos 1224-1204 a.C. já existia um grupo de pessoas conhecido pelo nome de Israel e que resistia ao poder egípcio.

Os autores bíblicos, ao escreverem sobre as doze tribos, vinculam cada uma delas aos descendentes de alguns dos patriarcas. O que podemos afirmar com certeza é que essas tribos foram se organizando em Canaã. Lugares geográficos deram nome às tribos que se assentaram nessas localidades. Outras tribos podem ter assumido o nome dos seus patriarcas para designar ao grupo.

Embora o livro de Josué insista em dizer que a ocupação foi pacífica, nós podemos sabemos que a ocupação desse território não se deu de forma tranqüila. Essa ocupação iniciou-se nas regiões montanhosas. Cada tribo ocupou uma parcela do território e o que as unia era a necessidade de defesa e o desejo de celebrar a mesma fé.

No principio desse processo, os israelitas não conseguiram dominar muitas cidades cananéias. Existe, inclusive, uma lista das cidades que não foram conquistadas (Js 15, 63; 17, 11-13; Jz 1, 21-35). Em Jz 1, 1-2.5 nós encontramos outra lista de cidades que foram dominadas. A aparente contradição se explica pela época da qual o segundo texto faz referência: a monarquia de Salomão.

As tribos do norte foram chamadas de Israel e as do sul de Judá. É provável que fossem tribos de procedência distinta. As diferenças entre elas serão minimizadas pela “Confederação de tribos” que irá ser constituída. Um enorme avanço somente foi possível pela “fé comum” que esses grupos compartilhavam (Js 24, 1-28).

Essa “Confederação” representou uma união que visava o culto comum ao Senhor, em santuários comuns, e a oportunidade para se discutir questões importantes que diziam respeito a todos.

Aqueles que vistos como sendo os líderes de cada uma das tribos se reuniam periodicamente para tratar de questões relacionadas com o universo religioso ou com o político (Js 21, 1-2). Também utilizavam essas reuniões gerais para comercializar produtos.

O momento principal que deu força para esse movimento foi a “Assembléia de Siquém” (Js 24, 1-28).

As tribos sabiam que além da união religiosa, eles deviam lutar juntos para estabelecer entre eles uma relação justa no que diz respeito às relações econômicas e políticas.

Quando uma das tribos era atacada, as outras se uniam a ela para defendê-la. Nessas lutas foram se destacando determinados personagens que depois ficaram conhecidos como sendo os “juízes de Israel”. Porém, sobre esses juízes, nós falaremos mais tarde.

A grande ameaça vinha dos filisteus, habitantes da faixa litorânea, ao sul do território de Canaã. Eles eram poderosos, grandes guerreiros e constantemente tentavam dominar os territórios que estavam em poder dos israelitas.

HAPIRUS - HEBREUS - BEDUÍNOS

HAPIRUS, HEBREUS E BEDUÍNOS: SURGE UM NOVO POVO NA REGIÃO DESÉRTICA LOCALIZADA NA MARGEM OESTE DO CONTINENTE ASIÁTICO E NA EXTREMIDADE LESTE DO MAR MEDITERRÂNEO

Canaã sempre foi um território disputado por ser uma passagem obrigatória para as caravanas de comerciantes e para os exércitos em tempos de guerra.

A Arqueologia nos diz que na parte norte desse território, por volta de 500.000 anos atrás, já existiam pessoas habitando cavernas ou grutas. Na parte central do território, a ocupação humana iniciou-se por volta de 10.000 anos a.C.

Os estudiosos também concordam quando afirmam que essas populações mudaram o seu modo de vida, abandonando o nomadismo, assumindo um estilo de vida mais sedentário. Logo, começaram a surgir algumas cidades. Hoje sabemos que a cidade de Jericó já existia nesse período inicial.

Por volta de 4.000 anos a.C. outras cidades foram sendo edificadas nessa região. Diferentemente da região mesopotâmica e da egípcia, esses povos que habitavam Canaã não deixaram muitos registros escritos referentes à sua rotina de vida, conquistas ou derrotas.

Existem muitas referências bíblicas a esse território (Ex 15, 15; Jz 5, 19 e Gn 12, 6; 13, 7). Na Bíblia nós podemos encontrar referências à sua extensão. Como exemplo, podemos citar Nm 34, 1-12 e Ez 47, 15-20. Contudo, a primeira referência cartográfica desse território não tem origens bíblicas. Ela é conhecida com o nome de “Mapa de Mádaba”; nome da cidade na qual ele foi encontrado, próxima ao monte Nebo, na atual Jordânia, a leste do Mar Morto. Sua elaboração deu-se por volta do século VI a.C. Trata-se de um mosaico.

a) HAPIRUS: Os hapirus parecem ter sido homens e mulheres que vendendo a sua liberdade se colocavam ao serviço dos reis dos pequenos reinos (cidades-estado) que existiam no território de Canaã. A opinião mais aceita é a de que eles eram camponeses marginalizados que não se submetiam aos reis cananeus e nem ao faraó egípcio. Serviam como mercenários, atacando alguns reinos a mando de outros ou defendendo-os dos ataques externos. A classe dos hapirus vivia à margem dessas cidades-fortaleza, mergulhada na pobreza, vivendo em uma situação de semi-escravidão. Pagavam pesados tributos (impostos) aos reis.

b) HEBREUS: Entre os hebreus e os hapirus existia uma grande semelhança: a pobreza na qual eles viviam mergulhados. Contudo, os hebreus não se organizaram em grupos armados para atacar ou para defender os reinos, conforme fosse conveniente.

c) BEDUÍNOS: Essas tribos nômades que vagavam pelo deserto aparecem representadas na Bíblia pelas narrações patriarcais: Abraão, Isaac e Jacó. Eles e os seus descendentes eram seminômades que vagavam pelo território na busca de meios que garantissem a sua sobrevivência.

A organização patriarcal familiar era uma marca registrada da vida desses clãs: o patriarca (pai do clã) era a autoridade máxima do grupo. Possuía frente aos outros membros do grupo uma dupla autoridade: jurídica e religiosa. Para esses grupos, a terra era considerada como sendo um bem coletivo, pertencente a todos.

Os beduínos de Seir serão importantes para o processo de formação do povo e para a consolidação de uma fé comum pelo fato de que, para eles, a revelação de Deus veio acompanhada de um nome: YaHWeW. O nome desse grupo está ligado a um lugar geográfico específico: o Monte Sinai.

O local exato no qual esse monte se encontra é uma questão difícil de ser respondida, dado que na Bíblia ele aparece com diversos nomes: “Horeb, a montanha de Deus” (Ex 3, 1; Dt 5, 2); “montanha de Deus” (Ex 18, 5) e “montanha” (Ex 19, 2).

Tudo indica que as possibilidades para uma definição do local onde se encontra essa montanha se restringem a três: Edom, Madiã e a península do Sinai, no Egito.

A FORMAÇÃO DO POVO

AS ORIGENS DO POVO

Os israelitas começaram a se preocupar com essa questão durante o período em que estiverem na Babilônia, como exilados. Antes desse período, eles transmitiam os seus conhecimentos ou as suas percepções oralmente, através de pequenas histórias que eram passada de pai para filho. Qual é a nossa origem? De onde viemos? Quem são os nossos antepassados? Essas e outras perguntas povoaram a mente dos israelitas ao longo dos séculos.

As principais descrições bíblicas que buscaram dar uma resposta para essas questões são aquelas que estão contidas no livro do Gênesis. Como exemplos, podemos citar o texto que narra a criação do primeiro casal (Gn 1, 1-2) e os que fazem referência aos sobreviventes do dilúvio (Gn 9, 1; 10, 1-32).

Lendo esses e outros relatos posteriores, chegamos à conclusão de que, para o autor bíblico, os israelitas seriam descendentes de Sem (Gn 11, 10-32). Abraão é o representante mais ilustre dessa linhagem genealógica, considerado pelos judeus como sendo o pai (patriarca) do povo. Os filhos que Abraão teve com as suas mulheres e os seus netos acabaram dando origem a uma grande diversidade de povos que são citados nos relatos bíblicos.

Por exemplo, nos lembremos de Madiã, filho que ele teve com Cetura (Gn 25, 1-2). Ele deu origem aos madianitas. Esses discursos buscavam fortalecer os laços entre esses inúmeros povos, através de origens comuns atreladas à questão familiar.

Os textos bíblicos que fazem referência à época patriarcal dos israelitas englobam um período de tempo muito longo (de 1800 a 1200 a.C.). Os povos originários desses clãs familiares ocuparam uma extensão territorial que ocupava toda a Ásia. Tudo isso nos leva a crer que a formação do povo se deu por outros fatores.

Os laços que uniam esses grupos deveriam ser construídos muito mais pela fé comum que eles possuíam do que pela mesma origem genealógica. Cada um dos três grandes patriarcas aparece atrelado, na Bíblia, com determinados santuários (lugares públicos de adoração de determinada divindade). Alguns deles, coincidentemente, compartilham de um mesmo local de culto.

Esses lugares são o cenário no qual Deus se revela a esses patriarcas e, por eles, se comunica com os seus respectivos povos.

Em Dt 26, 5b-9, o autor sagrado nos fala das origens do povo e identifica os primeiros membros como sendo “arameus errantes” (seminômades). Cada um deles, vivendo em determinada localidade (Abraão – Hebron e Mambré, Isaac – desertos do sul e Jacó – Mesopotâmia superior), se relacionou com uma mesma divindade. Por isso, os santuários que eles construíram nesses lugares são a peça central dessas narrativas ao redor dos quais todos os grandes acontecimentos vão ocorrendo e também as tribos vão se fixando de forma definitiva.

A palavra “promessa” marca esses textos. Nela, está expresso o conteúdo principal do anuncio que Deus os fez e que vai determinar toda a história posterior desse povo (Gn 12, 2; 12, 7; 13, 14-17; 15, 18). O que está por trás desses relatos são histórias relacionadas com a luta pela terra realizada por grupos desconhecidos de pessoas que compartilhavam uma fé comum. A única fonte não bíblica sobre o povo judeu desse período á a estela de Merneptá (1224 a.C.).

TRÊS FORMAS PARA SE CONTAR A MESMA HISTÓRIA

Em meio às tentativas que já foram realizadas para explicar a formação do povo israelita, encontramos três que merecem um destaque especial pela aceitação que elas alcançaram entre os estudiosos: a) o povo se formou no Egito, fora de Canaã, b) o povo se formou em Canaã, com a união de grupos que vieram de fora para habitar aquela região e c) O povo se formou em Canaã, a partir dos camponeses e dos oprimidos, que viviam nesse território e dos outros grupos que vieram de outras localidades para viver ali.

a) A hipótese de uma formação ocorrida no Egito é a que melhor representa o que os relatos bíblicos nos dizem. No principio, não passariam de 66-70 pessoas (Gn 46, 26-27). Embora se afirme que, com o tempo, esse pequeno grupo se tornou “uma grande nação” (Ex 12, 37), dada as más condições de vida dos hebreus no Egito (Gn 45, 17-18 e Ex 1, 1-22), devemos presumir que essas pessoas se organizaram em pequenas tribos (clãs) e não como um povo, com uma estrutura social bem organizada. O que importa nesses textos é a defesa da grandiosidade da ação libertadora de Deus, que atua para libertar o povo da escravidão (Ex 3, 7-8). Não existe nesses relatos, portanto, uma preocupação com a exatidão histórica dos fatos que são narrados. O fundamental, nesses casos, é descrever, da melhor forma possível, a experiência de fé de um grupo de pessoas ao qual denominamos de “israelitas”.

b) A segunda opção que agora vamos estudar diz respeito à hipótese de uma formação ocorrida pela união de diversos grupos que foram ocupando de forma progressiva o território de Canaã, vindos de outras regiões. Seriam pastores nômades que por diversas questões decidiram se fixar em uma região determinada, abandonando o seu estilo de vida, tornando-se agricultores.

c) A terceira possibilidade explicativa está construída sobre a ideia de uma formação a partir da união de grupos vindos de outras terras com os grupos de camponeses oprimidos que já habitavam o território de Canaã. Esses grupos que já estavam estabelecidos no território eram formados pelos pobres camponeses insatisfeitos com a vida que estavam levando nas cidades-estado. Por outro lado, os grupos vindos de longe estariam representados por Abraão, Isaac, Jacó (pastores seminômades), grupos que haviam fugido do Egito (liderados por Moises) e que se estabeleceram nas montanhas de Canaã por volta do ano 1250 a.C. e beduínos que viviam no monte Sinai. Esses grupos foram unindo forças, alcançando certa autonomia e ocupando outras faixas territoriais de Canaã, até que posteriormente, formariam um governo autônomo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A DOR DA FALTA DE SENTIDO

Como dói a dor do outro. Me sinto muito triste pelo que aconteceu. Um sentimento coletivo que acaba se convertendo em grito de horror frente ao absurdo da falta de sentido.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

FATALIDADE ALARMANTE

Hoje estamos todos chocados com o que ocorreu em uma escola do Rio de Janeiro. Infelizmente, a insanidade humana que mata crianças e jovens nas escolas e Universidades pelo mundo afora e que sempre nos levou a perguntar-nos sobre os motivos que levam alguem a fazer tal coisa se manifestou aqui no nosso país. Somente nos resta pedir a Deus pela alma inocente destas crianças, esperando que o amor supere a loucura, o ódio e a intolerância.

sábado, 2 de abril de 2011

IGNORÂNCIA E RELIGIÃO: DUAS FACES DE UMA MESMA MOEDA?

Houve uma época triste na história da Humanidade, em que as pessoas eram queimadas por não concordar com os conceitos religiosos que dominavam os círculos acadêmicos, influenciando, inclusive, outras questões relacionadas com a área das ciências exatas. Vejam a frase enigmática de Galileu Galilei: "Parece-me que, nas disputas sobre problemas naturais, não se deveria começar pela autoridade de passagens das Escrituras, mas sim pelas sensatas experiências e pelas demonstrações necessárias...". Muitos, por não verem o mundo com as "lentes da religião", foram parar na fogueira. As ideias "subversivas" presentes nas suas obras levaram alguns à fogueira (Galileu foi esperto e escapou deste fim trágico). Hoje, as pessoas voltam a morrer por questões religiosas. É um absurdo as ofensas do pastor americano (Terry Jones) contra o Islamismo. Agora, mais absurdas ainda são as reações de facções muçulmanas violentas que atacam inocentes que, em teoria, estão ali (no Afeganistão) para colaborar, em nome da ONU com o processo de reconstrução da sociedade. É o fundamentalismo de certas correntes "cristãs" gerando a violência dos fundamentalistas de certas correntes "islâmicas".

quinta-feira, 31 de março de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

"OS BONS MORREM ANTES"

É uma pena acordar e receber a triste notícia da morte de um líder, de um militante, de um guerreiro incansável que dedicou grande parte da sua existência à defesa dos excluídos e ao anuncio da Palavra de Deus, que, na sua obra, tornou-se muito mais compreensível pela inspiração divina para os pobres e todos aqueles que sofrem no nosso Continente. Descanse em paz, Pe. Comblin.

quarta-feira, 23 de março de 2011

COMO AS COISAS MUDAM RAPIDAMENTE

A história de El Salvador foi marcada pelas atrocidades cometidas pelos militares e pelos guerrilheiros na década de 80. O principal símbolo do absurdo daquela situação foi o assassinato do bispo Dom Oscar Romero, famoso pela luta em prol da liberdade. Não é nenhuma novidade que aquele regime político, dedicado a combater qualquer foco de subversão (entenda-se comunismo) era apoiado pelos EUA. Pois bem. Acabo de ver uma foto do atual presidente norte americano visitando a tumba de uma das vitimas mais ilustres do apoio equivocado do seu país, naquele momento, ao regime. Que bom que as coisas mudam... tomara que tal mudança seja definitiva.

terça-feira, 22 de março de 2011

COISAS INTOCÁVEIS

Eu acredito que existem coisas que não deveriam ser tocadas (roubadas), em hipótese alguma, por serem bens (direitos) pertencentes à humanidade. Entre elas, eu destaco os museus e as obras de arte. Hoje saiu a noticia do roubo, no litoral paulista, de um quadro do artirta Benedicto Calixto. O pior é saber que normalmente esse tipo de roubo é encomendado. Nota zero para a consciência humana. É o avanço do egoísmo sobre o bem coletivo.

sábado, 19 de março de 2011

DICA DE FILME - "HOMENS E DEUSES"



Este filme relata o assassinato de um grupo de monges trapistas realizado por forças militares islâmicas na Argélia. É interessante a reconstituição dos fatos feita por esta obra cinematográfica francesa ganhadora de vários prêmios importantes.

VISITA DO OBAMA

O presidente americano Barac Obama está de visita pelo nosso país. Embora os EUA estejam começando a dividir as atenções no contexto mundial com outras potências emergentes, fato é que os "yakees" ainda possuem cartas na manga. Prova disso é terem conseguido aprovar as ações militares na Líbia. Interessante também as abstenções (Brasil, Russia, China, Índia e Alemanha) durante a votação. Seja como for, talvez o Barac consiga convencer a nossa presidente a não continuar avançando pelos caminhos de um governo populista. O apoio dele a uma presença efetiva do nosso país no conselho permanente da ONU pode favorecer. Outra coisa, falando de política, que curioso ver as discussões sobre o abandono da reeleição e a defesa de um mandato maior (5 anos) voltarem à tona e serem defendidas por aqueles que se privilegiaram desse mecanismo no passado (entenda-se Aécio Neves). Abre o olho Brasil, que pior do que está ainda pode ficar!

sexta-feira, 18 de março de 2011

CESSAR-FOGO NA LÍBIA - UM FIO DE LUZ NA LOUCURA DO PODER

Depois das ameaças estrangeiras, os governantes agora considerados ilegítimos da Líbias resolver voltar atrás e parar com o avanço sobre os rebeldes. Até mesmo na loucura existe uma faísca de racionalidade. Contudo, a máquina de guerra, uma vez que é colocada em movimento, é difícil de ser parada. Vamos ver o que acontece nas próximas horas.

MAQUINA DE GUERRA PRONTA PARA AGIR

O Conselho de Segurança da ONU autorizou a ação militar contra as forças fiéis a Gaddafi. Um esforço para eliminar o poder autoritário criado pelo proprio ocidente. Enquanto o regime foi útil, não existiram problemas. Agora, deve ser eliminado. Talvez deva ser mesmo. Contudo, antes de acabar com um problema, porque alimentá-lo? Qual será o custo para o povo em petróleo desta ação benéfica ocidental?

terça-feira, 8 de março de 2011

UMA DOR DE CABEÇA DAQUELAS

Cuidado com as compras no Mercado Livre... depois de fechado o negócio, é impossível voltar atrás... não existem numeros de auto-atendimento ou um sistema de SAC. Que pena! Mas ainda tenho esperança de cancelar a compra, afinal, a lei garante este direito durante alguns dias. Outra coisa: liguei para a administradora do meu cartão e eles não cancelaram o pagamento, alegando que eu deveria entrar em contato com o site de compras (uma missão impossível). Bom, consumidor no Brasil sofre para ver os seus direitos serem respeitados.

sábado, 5 de março de 2011

Nós que aqui estamos por vós esperamos 1/6

Nós que aqui estamos por vós esperamos 2/6

Nós que aqui estamos por vós esperamos 3/6

Nós que aqui estamos por vós esperamos 4/6

Nós que aqui estamos por vós esperamos 5/6

Nós que aqui estamos por vós esperamos 6/6

Homo Sapiens 1900




"Há ocasiões em que salvar uma vida é um crime maior do que tirá-la", diz o médico Harry Haiselden numa cena do filme A Cegonha Negra, ao instruir uma enfermeira a deixar à morte um recém-nascido deformado. A Cegonha Negra, porém, não é uma fita de terror barata. É uma peça de propaganda, feita em 1917 para divulgar a idéia da higiene racial. Tampouco o doutor Haiselden é um personagem de ficção. Trata-se de um americano que, como tantos outros cientistas até a metade do século XX, defendeu a idéia de que é possível criar um ser humano "superior" – desde que os indivíduos "inferiores" fossem tirados do caminho. Um trecho desse filme macabro pode ser visto no documentário Homo Sapiens 1900 (Suécia, 1998). A fita se debruça sobre o tema da eugenia, o ramo que pesquisa o que seria o aprimoramento da espécie por meio da genética. Homo Sapiens 1900 é um estudo claro, factual e impiedoso do racismo mascarado de ciência – e a serviço de alguma ideologia. Tem ainda a assinatura de um diretor experimentado: o sueco Peter Cohen, que no brilhante Arquitetura da Destruição, de 1989, dissecou a relação entre a violência de Adolf Hitler e a arte".
Vejo on-line (agosto de 2000)

IMAGENS E PALAVRAS

Eu acredito que a luta pelos direitos civis de uma população massacrada por uma ditadura é um movimento que merece o nosso respeito e apoio. Agora, a vinculação desta luta com questões de cunho religioso pode levar a uma perda da legitimidade e ao despertar do fundamentalismo radical, capaz de realizar as mais terríveis atrocidades. O fim do processo, nesse caso, poderá conduzir o povo a um modelo político construído sobre elementos de fé e não sobre alicerces democraticos. Nem sempre democracia e religião são sinônimos. Na maioria das vezes, ambas realidades podem não ser as faces de uma mesma moeda. A História nos comprova isso.

AS MULTAS DE TRÂNSITO NA CIDADE

A Folha de São Paulo publicou uma manchete afirmando, através de gráficos comparativos, que a cada cinco segundo... isso mesmo, cinco segundos... um motorista é multado. Nada contra, desde que realmente tenham existido infrações passíveis de punição. Agora, qual é o orgão competente capaz de julgar a Prefeitura pelo mau estado de conservação das ruas... pela grande quantidade de buracos que a cada dia danificam inúmeros carros... quem é capaz de multar o Estado, pelas estradas sucateadas ou conservadas às custas dos pedágios... pelos trechos do Rodoanel que parecem uma terra sem lei, à mercê dos ladrões e dos obstáculos que eles mesmos colocam na via para forças os motoristas a pararem os seus automóveis, tornando-se alvos fáceis para a ação criminosa? E os semáforos que não funcionam ou que anteciparam o inicio das festas carnavalescas piscando sem parar na luz amarela ao longo das últimas semanas? São apenas alguns questionamentos de um cidadão que paga os seus impostos regularmente em dia e que sofre como todos os demais pelo descaso governamental.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Pérola Negra 2011 - Abraão, o patriarca da Fé

A FÉ NA PASSARELA DO SAMBA

A fé acabou tomando conta da passarela do samba em São Paulo. O tema do samba enredo da "Pérola Negra" é "Abraão, o patriarca da fé". O Ensino Religioso agradece... é a reflexão religiosa presente na cultura popular brasileira.

quinta-feira, 3 de março de 2011

O CARNAVAL DOS POLÍTICOS

O carnaval dos senadores e deputados é mais longo do que o dos simples mortais como eu... eles contam com duas semanas de férias... isso sim que é alegria! Para ser justo com eles, os dias de folia no Congresso Federal se arrastam por todo o ano.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

JESUS: UMA HISTÓRIA FASCINANTE

Este video nos ajuda a desvendar a figura de Jesus, a partir de uma análise dos textos biblicos.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

AS CIDADES PERDIDAS DESCRITAS NA BIBLIA

Este video nos ajuda a entender o destino de algumas das cidades que aparecem descritas na Biblia.

A ARCA DA ALIANÇA

Este video nos ajuda a compreender a importância da Arca da Aliança para o povo judeu.

O ÊXODO BÍBLICO

Este video nos ajuda a compreender os textos sagrados que narram a experiência do Êxodo.

O DILUVIO E A ARCA: VERDADE OU MITO?

Este video nos ajuda a refletir sobre o diluvio e a arca de Noé.

O LIVRO DO APOCALIPSE

Este video pode ser utilizado para que possamos compreender melhor as visões apocalipticas que estavam em voga na época da redação do último livro da Bíblia.

A MONARQUIA ISRAELITA

Este video nos ajuda a compreender melhor o principio da monarquia israelita.

CAIM E ABEL

Este video nos ajuda a compreender um pouco melhor os textos relacionados com Caim e Abel, do Gênesis.

OS PERGAMINHOS DO MAR MORTO


Este video pode nos ajudar a compreender um pouco melhor o processo de redação dos textos bíblicos.

DAS TREVAS À LUZ

"A estrita conexão entre a sabedoria teológica e o saber filosófico é uma das riquezas mais originais da tradição cristã no aprofundamento da verdade revelada. Por isso, exorto-os a recuperarem e a porem em evidência o melhor possível a dimensão metafísica da verdade, para desse modo entrarem num diálogo crítico e exigente quer com o pensamento filosófico contemporâneo, quer com toda a tradição filosófica, esteja esta em sintonia ou contradição com a palavra de Deus. Tenham sempre presente a indicação dum grande mestre do pensamento e da espiritualidade, S. Boaventura, que, ao introduzir o leitor na sua obra Itinerarium mentis in Deum, convidava-o a ter consciência de que a leitura não é suficiente sem a compunção, o conhecimento sem a devoção, a investigação sem o arrebatamento do enlevo, a prudência sem a capacidade de abandonar-se à alegria, a actividade separada da religiosidade, o saber separado da caridade, a inteligência sem a humildade, o estudo sem o suporte da graça divina, a reflexão sem a sabedoria inspirada por Deus".
(Encíclica Fides et Ratio - Papa João Paulo II)

Pensando na Idade Media, achei que fosse interessante publicar esse trecho da Encíclica "Fides et Ratio", que parece combater a velha ideia segundo a qual esse período histórico foi marcado pela inesistência de uma produção intelectual relevante. As famosas "trevas" parecem ter dado espaço, em alguns momentos, para a "luz" da razão que auxiliou no desenvolvimento do conhecimento humano acerca do mundo e de Deus.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A POLÍTICA NO BRASIL CONTINUA SENDO UM FIM E NÃO UM MEIO

´Nos últimos dias nós  vimos "comunistas" justificando gastos com notas de empresas falsas e agora deputados que ganham pelo menos R$20.000,00 de salário querendo dizer que é normal utilizar parte da verba de gabinete para pagar aluguel de imóveis que pertencem aos seus parentes... algo moralmente injustificável, embor a lei não se expresse ao respeito. Uma pena! Politica como busca do bem comum no Brasil parece ser coisa de conto de fadas.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A FORÇA DOS "NOVOS" MEIOS DE COMUNICAÇÃO

É impressionante a força de mobilização que as ferramentas de relacionamento da web estão demonstrando ter, nas convocações para os protestos contra as ditaduras nos países muçulmanos do norte da África e em alguns do Oriente Médio. Isso serve de alerta: hoje todos conseguimos expressar as nossas ideias livremente, escapando do olhar atento do poder opressor instaurado de forma ilegítima. A perpetuação desse tipo de poder será cada vez mais difícil. Usados de forma inteligente e responsável, esses meios de relacionamento virtuais estão convertendo-se em válvula de escape para populações inteiras que durante décadas mantiveram-se sufocadas pelo aparato estatal repressivo. A repressão da violência vai dando espaço para o florescimento da beleza do debate livre das ideias. Essa é a esperança que eu tenho. Caso contrário, eles perderão a chance de modificar o presente e o futuro daqueles países.

REVOLUÇÃO NOS PAÍSES ÁRABES


Muita luta... muito sangue derramado e uma esperança: a obtenção da liberdade e a conquista da democracia. Será? Estou rezando para que o final dessa história seja esse. Contudo, sempre resta a sombra do fundamentalisto islâmico pairando sobre as consciências dessas pessoas. Que o bom senso supere a tentação de uma leitura religiosa extremista da realidade que eles estão vivendo.

DEU TIMÃO NA CABEÇA!!!

Hoje o timão triturou o peixe... tomara que tenha sido a retomada definitiva.
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